• e-Nave é voltado para práticas “mão na massa”, que podem ser reeditadas em qualquer escola do Brasil por educadores de todas as áreas do conhecimento; as práticas podem ser adaptadas conforme a realidade de cada ambiente escolar
• Conteúdo do e-Nave ficará disponível no site do Oi Futuro e na Plataforma Integrada de Recursos Educacionais Digitais do MEC
Rio de Janeiro, 14 de maio de 2018 – Conceitos da física podem se tornar personagens de histórias em quadrinhos. A animação stop-motion é usada para representar os mitos egípcios, gregos e fenícios. Uma roda de rap é um evento permanente dentro do pátio da escola para a disseminação da cultura negra. Computadores combinados com papelão, cola e tesouras criam máscaras para a reflexão sobre a condição humana. A poesia concreta e o pensamento de Guy Debord sobre a sociedade do espetáculo são temas filosóficos debatidos ao lado das letras do funk. São estas algumas das 40 práticas educativas reunidas no e-Nave, o e-book que o Oi Futuro lançou hoje (14/05) para compartilhar o conhecimento desenvolvidos pelo NAVE (Núcleo Avançado em Educação) nos últimos 12 anos para a política pública em educação. Em linguagem acessível e de fácil entendimento e formato digital, o e-NAVE detalha experiências inovadoras criadas na Escola Técnica Estadual Cícero Dias, em Recife, e no Colégio Estadual José Leite Lopes, no Rio de Janeiro.
“O NAVE é um laboratório de experimentação, sempre em renovação, onde professores e estudantes encontram ambiente e infraestrutura preparados para incentivar a inovação e recebem apoio de conteúdo técnico para desenvolvimento criativo e tecnológico”, comenta o presidente da Oi, Eurico Teles. “O programa é uma contribuição que a Oi e o Oi Futuro vêm desenvolvendo há 12 anos para a educação brasileira e a economia criativa e digital. Com o NAVE, queremos preparar os jovens para as novas profissões que a nova economia vem criando, e para as profissões que ainda vão ser criadas”.
O NAVE garante o desenvolvimento dos estudantes em todas as suas dimensões – intelectual, física, emocional, social e cultural – e forma jovens para as economias digital e criativa, com foco na produção de games, aplicativos e produtos audiovisuais. O programa, desenvolvido em parceria com as Secretarias de Estado de Educação de Pernambuco e Rio de Janeiro, oferece ensino médio integrado a educação profissional. No NAVE, os estudantes são incentivados a desenvolver o espírito empreendedor e a estabelecer suas primeiras conexões profissionais, por meio de projetos e eventos de integração com o mercado de inovação.
O e-book é voltado para práticas “mão na massa”, que podem ser reeditadas em qualquer escola do Brasil por educadores de todas as áreas do conhecimento; as práticas podem ser adaptadas conforme a realidade de cada ambiente escolar. Os capítulos não são divididos por disciplinas, mas sim por temas relacionados a estas práticas, que buscam novas formas de ensinar e aprender, usando as tecnologias de comunicação e informação para a disseminação de conteúdos e estímulo da capacidade de reflexão dos estudantes.
Para além do site do Oi Futuro, O Instituto assinou um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Educação para que o conteúdo do e-Nave fique disponível para educadores e escolas na Plataforma Integrada de Recursos Educacionais Digitais do MEC. A plataforma visa a reunir e disponibilizar os recursos educacionais digitais dos principais portais de educação e de conteúdo enviado por organizações da comunidade escolar, criando uma grande rede social para o compartilhamento dessas informações.
Os oito capítulos do e-Nave
No primeiro capítulo, Um mergulho no Digital, são mostradas práticas em que aplicativos, redes sociais, sites e softwares podem gerar experiências significativas em aula. As práticas são a Rede Nave, onde plataformas virtuais são usadas para criar um espaço de conhecimento, cultura e colaboração entre professor e estudantes; o Classdojo, aplicativo de comunicação e gamificação para a sala de aula que possibilita o compartilhamento de fotos, vídeos e mensagens sobre o cotidiano escolar; o Brincar de Revisar, que utiliza o Kahoot!, ferramenta on-line gratuita, para revisões de conteúdos; o Física na Rede, banco de resoluções on-line de problemas de física; Da sala de aula para o aplicativo, em que os estudantes criam um aplicativo para smartphone a partir do conteúdo de uma disciplina do ensino regular; e o Robótica em sala de aula, em que estudantes simulam a programação de um sinal de trânsito para aprender os princípios básicos da robótica e desenvolver o pensamento computacional.
No segundo capítulo, Retorno ao analógico, demonstra como conceitos e métodos usados em programação podem ser úteis mesmo sem o uso de computadores, smartphones ou tablets. Na prática Passos do bebê, estudantes desenvolvem melhor atividades de média ou alta complexidade em etapas lógicas similares aos usados na programação de softwares. Em Lógica desplugada, os conceitos fundamentais da programação são ensinados com recursos analógicos, sem computadores ou softwares.
O terceiro capítulo, Em meio às letras, aborda atividades que usam músicas, ficção literária e poemas para trabalhar conteúdos e o autoconhecimento. Como Drummond em pedaços, onde estudantes participam de um sarau em que leem trechos de poemas de Carlos Drummond de Andrade e são estimulados a falar de si mesmo e a relação que há entre suas vidas e o que leram. Li, curti e compartilhei é uma plataforma virtual de indicação e discussão de seus livros favoritos. A atividade É Cordel! convida os estudantes a escreverem cantigas líricas trovadorescas e fábulas para, depois, transformá-las em poemas populares de cordel. Trovadorâneos é um festival de música realizado entre os estudantes em que se estudam as poesias trovadorescas do século XII e a relação que têm com a música brasileira atual. Funk é cultura é um convite ao estudo da filosofia por meio do funk, em que os estudantes são apresentados a obras de Augusto de Campos, Theodor Adorno e Guy Debord para refletirem sobre estética, questões de gênero e indústria cultural, entre outros temas. A partir da música de Chico Buarque com o mesmo nome, Noite dos Mascarados propõe uma reflexão sobre identidade pela construção de máscaras em sala de aula. Prática pedagógica que se incorporou ao dia-a-dia do NAVE Tijuca, A Roda do Zé é uma roda de rap que promove oficinas de baile black, cine afro e cultura pop, criação de cartazes e composição musical.
Conte uma história, o quarto capítulo, reúne práticas em que conteúdos são transmitidos por diferentes formas de narrativa. Em Quando eu tinha dez anos, Cada estudante é convidado a escrever um texto para si mesmo, imaginando-se aos 10 anos de idade, para refletir sobre sua vida e seu lugar no mundo. A Cidade por um novo olhar convida os estudantes a fazerem fotos, ilustrações ou pinturas da região onde moram, como se fossem estrangeiros, e estimulados a articular conteúdos de estética aprendidos nas aulas de Filosofia. Em As histórias que a filosofia conta, os estudantes fotografam situações cotidianas dentro e fora da escola para criar pequenos vídeos. A Cara da escola é um exercício de conhecimento das pessoas que trabalham dentro da própria escola por meio da fotografia. Cosmogonias propõe a realização de vídeos em grupos sobre os mitos de origem do Cosmo das sociedades da Antiguidade, como gregos e egípcios. ,b>Física em quadrinhos é uma prática em que as histórias em quadrinhos são criadas pelos estudantes para o aprendizado de temas relacionados à física. Na atividade Choque de Roteiro, os estudantes escrevem um roteiro, audiovisual de três atos, em uma forma gamificada e colaborativa, para a apreensão de conteúdos.
Aula em jogo é um capítulo em que os professores mostram como essa ferramenta pode ser utilizada para que os estudantes relacionem o conteúdo da disciplina com o seu dia a dia ou até mesmo para que eles sejam avaliados de modo diferente do convencional. No Tabuleiro de história, os estudantes pesquisam, identificam e experimentam jogos de tabuleiro e de cartas que têm relação com os conteúdos da disciplina de História. Grammification traz um quiz com questões de múltipla escolha sobre gramática. Ensinando literatura com jogos estimula a criação de jogos, podendo ser confeccionados com material reciclado, para o estudo da literatura. Vôlei da geografia reorganiza a sala de aula como uma quadra de vôlei, em que as perguntas feitas pelo professor são as “bolas” jogadas de uma equipe para a outra. Prova cola é uma avaliação colaborativa, em que os estudantes, em grupos, fazem uma mesma prova e podem corrigir as respostas uns dos outros, com regras preestabelecidas.
Protagonismo é a palavra é o título do sexto capítulo, reunindo práticas em que empatia, cooperação e autonomia são algumas das competências desenvolvidas e mostram que o professor não é o único detentor do saber. Em Planejar (juntos) é preciso, estudantes são envolvidas na organização de um ciclo formativo de um bimestre, incluindo conteúdos de seu interesse. Em A prova dos meus sonhos, o professor convida os estudantes a formularem uma prova para os colegas. Calce meus sapatos pede que os estudantes planejem uma prática com elementos de jogo sobre um assunto ou tema que já tenham sido apresentados. Em Trilha autoral, os jovens desenvolvem um projeto inteiramente pensado por eles a partir de quatro categorias: audiovisual, games, aplicativo e editorial. E em Unidos venceremos, os estudantes são instigados a resolver, em grupos, um problema proposto por eles e pelo professor durante um semestre ou dois, a partir de um projeto que reúna conhecimentos de duas ou mais disciplinas.
No penúltimo capítulo, Do dia a dia para a escola, estão reunidas práticas que desconhecem fronteiras entre a sala de aula e o que há fora dela. Assim, In english, please!, estudantes elaboram, em inglês, trabalhos finais de outras disciplinas, como se fosse um “pitching”, termo usado para designar apresentações feitas para atrair investidores para determinada ideia ou projeto. Leia o rótulo analisa rótulos de alimentos e bebidas industrializados consumidos pelos estudantes em seu cotidiano. Na atividade No lugar do outro, os estudantes conhecem biografias de migrantes e refletem sobre o tema do refúgio. A prática Masterquimicachef leva os estudantes para a cozinha para que aprendam conceitos de Química. Combinações perfeitas.
O último capítulo de e-Nave é Corpo em movimento, com práticas inovadoras para o cuidado com a saúde física dos estudantes. Dance sem parar é um grande festival de dança promovido pelos estudantes com diversos gêneros musicais. E em Momento relax, os estudantes aprendem movimentos e posições que promovem relaxamento e que são facilmente replicáveis em outros momentos e lugares, mesmo fora da escola.
O lançamento do e-Nave, no Centro Cultural do Oi Futuro, no Rio de Janeiro, foi realizado com um evento sobre Educação, Inovação e Criatividade na Prática, que contou com a presença dos secretários de Estado de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, e Rio de Janeiro, Wagner Victer.
Sobre O Oi Futuro
O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, promove ações de Educação, Cultura, Inovação Social e Esporte para melhorar a vida das pessoas e transformar a sociedade. O instituto impulsiona iniciativas colaborativas e inovadoras, fomenta experimentações e estimula conexões que potencializam o desenvolvimento pessoal e coletivo.
Na Educação, o Oi Futuro investe em novas formas de aprender e ensinar com o NAVE (Núcleo Avançado em Educação), que forma jovens para as economias digital e criativa, com foco na produção de games, aplicativos e produtos audiovisuais. Desenvolvido em parceria com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco, o programa oferece ensino médio integrado e já formou mais de 2 mil jovens em 12 anos de atuação. Os estudantes do NAVE são incentivados a desenvolver o espírito empreendedor e a estabelecer suas primeiras conexões profissionais no mercado de inovação e tecnologia. Nas escolas do programa, educadores e estudantes elaboram e testam novas metodologias e práticas pedagógicas que possam ser compartilhadas com outras escolas da rede pública e outros contextos educacionais.
Na Cultura, o instituto é um catalisador criativo, impulsionando pessoas através das artes, estimulando a cocriação e promovendo o acesso à cultura na era digital. O Oi Futuro mantém um centro cultural no Rio de Janeiro, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia, e realiza o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. O Instituto também tem o Museu das Telecomunicações, pioneiro no uso da interatividade no Brasil, e o LabSonica, laboratório de experimentação sonora e musical. Também no Rio, o Oi Futuro mantém a Oi Kabum!, escola de arte e tecnologia onde está abrigado o Lab.IU, Laboratório de Intervenção Urbana.
Na Inovação Social, o Oi Futuro lançou o Labora, laboratório de soluções singulares e de impacto para as cidades e a gestão cultural. O Labora é um ambiente de conexão, aprendizagem e criação para organizações e empreendedores comprometidos com a transformação de impacto, e oferece programas de incubação e aceleração para projetos e negócios de impacto social. O Oi Futuro também aposta em projetos esportivos que conectem pessoas e promovam a inclusão e a cidadania.
Numa confluência entre as áreas de Cultura e Inovação Social, nasceu o Lab Oi Futuro, espaço de criação, experimentação e colaboração idealizado para impulsionar criadores de diversas áreas e startups de impacto social de todo o Brasil, selecionados por editais públicos. Com mais de 500m², o laboratório abriga o LabSonica e o Labora e oferece estrutura física e suporte técnico necessários para que seus participantes viabilizem seus projetos em um ambiente que estimula a produção colaborativa, a formação de redes e a inovação.
Oi Futuro compartilha conhecimento desenvolvido pelo NAVE em e-book com 40 práticas pedagógicas inovadoras
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