Centro Cultural Oi Futuro lança visita virtual 360º à exposição Luiz Zerbini – Campo Expandido

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Centro Cultural Oi Futuro lança visita virtual 360º à exposição Luiz Zerbini – Campo Expandido

Com tecnologia de fotografia digital 360º, público de todo o Brasil pode fazer um passeio completo, sem sair de casa, pela mostra individual do artista, que mistura arte, tecnologia e natureza viva.
Visita pode ser acessada em: https://oifuturo.org.br/espacos/centro-cultural/

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2020 – A partir desta segunda-feira, 30 de novembro, o público de todo o Brasil poderá fazer uma visita virtual imersiva à exposição Luiz Zerbini – Campo Expandido, atualmente em cartaz no Centro Cultural Oi Futuro, no Rio de Janeiro. Com tecnologia de fotografia digital 360º, o tour virtual permite um passeio completo pela mostra, como se o visitante estivesse caminhando pelo centro cultural, sem sair de casa e tendo como guia a voz do próprio artista. A visita virtual pode ser acessada gratuitamente no site do Oi Futuro: https://oifuturo.org.br/espacos/centro-cultural/
Com obras inéditas de Luiz Zerbini, um dos mais destacados artistas da chamada Geração 80, a exposição marcou a reabertura do Centro Cultural Oi Futuro à visitação presencia após sete meses de fechamento por conta da pandemia, dia 5 de novembro. Na visita digital, o público tem acesso a todos os espaços e atrações da mostra, que ocupa as três galerias do Oi Futuro, fachada lateral de vidro e claraboia, com instalações e intervenções inéditas que combinam arte, tecnologia e natureza viva.
Em uma das instalações, composta de cerca de 50 árvores e arbustos naturais, o visitante pode caminhar por uma passarela, como se atravessasse uma floresta. “A proposta da exposição é pensar a natureza em relação ao futuro, evocando o passado. E o mesmo com a tecnologia, trazendo a interação para algo cotidiano, menos espetacular, mais reflexivo”, diz Luiz Zerbini.

Para visitação presencial, a mostra fica em cartaz até dia 13 de dezembro, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária previstos pelos órgãos responsáveis e com visitas agendadas pelo site do Oi Futuro (https://oifuturo.org.br/reaberturacentrocultural/) ou por telefone: (21) 3131-3060.

Percurso da exposição
Logo na entrada do Centro Cultural Oi Futuro, no grande videowall do térreo, será exibido um vídeo inédito, de 20 minutos, produzido durante a montagem da exposição. Com uma roupa especial, Zerbini anda no meio das plantas, enquanto luzes coloridas entram no ambiente. “É como se fosse um ser do futuro chegando e cuidando da floresta”, diz o artista, que usa uma roupa de apicultor e, por cima, uma veste criada por ele em conjunto com a estilista Isabela Capeto, inspirada nos trabalhos com slides coloridos.

Subindo a escada, na primeira galeria, o público poderá caminhar sobre o chão coberto de areia num ambiente composto por árvores, plantas medicinais e ornamentais e luz solar. “É um ambiente imersivo, onde será possível experimentar o lugar”, conta o artista. Neste mesmo espaço estará uma grande “mesa amazônica”, muito comum nos quintais das casas de comunidades ribeirinhas da Amazônia. Construídas com madeiras de diversos tipos, reaproveitadas, são utilizadas como bancada para plantas, temperos e ervas medicinais. Para a exposição, Luiz Zerbini construiu sua própria mesa, com diversos tipos de madeiras, algumas recolhidas por ele há anos, outras adquiridas mais recentemente e, assim como na Amazônia, haverá diversas ervas e plantas sobre essas mesas. “Elas são uma espécie de jardim-farmácia”, explica o artista, que viajou diversas vezes para a região. “Tenho chamado de mesas, mas não são exatamente mesas. São instalações, planos horizontais transparentes, apoiados em estruturas de madeira. É como se as pinturas tivessem alcançado a tridimensionalidade, onde planos horizontais predominam”, conta.

Subindo mais, chega-se na segunda galeria. Nesta grande sala, passarelas de madeira levarão o público a interagir com a obra instalada no espaço, que forma um imenso jardim-floresta com mais de 50 árvores e arbustos, sendo a maioria delas palmeiras de diversas espécies. “Será como se o público estivesse entrando em uma floresta”, afirma o artista, que retirou as paredes que escondiam as janelas do espaço, deixando a luz natural entrar.

Na terceira galeria serão expostas quatro monotipias inéditas, medindo 1mX0,80m cada, produzidas este ano, utilizando folhas de árvores diversas como matriz. “Monotipia é pura tecnologia!”, diz o artista sobre a técnica simples de impressão, reiterando a ideia de falar sobre tecnologia de uma forma diferente, “pensar o potencial da floresta hoje é pensar tecnologicamente”, afirma. Esse mesmo pensamento é utilizado nos filtros coloridos que serão colocados nos vidros da claraboia e da fachada lateral do Centro Cultural Oi Futuro, que traduzem a amplitude da energia solar como fonte inesgotável. O artista correlaciona, ainda, esta intervenção como uma expansão da série de seus trabalhos feitos com slides, “O slide tem esse mesmo pensamento, de sobreposição de cores e transparência sob a ação a luz”, afirma. Dois trabalhos com slides, de 2014, estarão nesta mesma sala, assim como o vídeo “Sertão” (2009), onde a paisagem refletida na superfície de um lago é interrompida por quadrados coloridos, que remetem a uma falha eletrônica.

Adesivos coloridos e translúcidos cobrem toda a fachada de vidro e a claraboia do Centro Cultural Oi Futuro. Desta forma, a luz natural adentra o espaço através desses filtros, colorindo todo o ambiente. Esse trabalho remete às emblemáticas obras do artista feitas com molduras de slides e gelatinas. Aqui, elas aparecem de forma expandida, ganhando o espaço arquitetônico e interferindo nas demais instalações apresentadas.

As obras são construídas a partir de uma lógica proveniente da pintura que se desdobrou para o espaço em instalações imersivas. “Sempre colhi objetos que me interessavam, e este interesse pode ser pela forma, pela cor ou pela lembrança de algo. Organizo os objetos e crio uma relação entre eles para fazer minhas pinturas, monotipias e obras de espaço. Quando o trabalho se expandiu para fora da tela, os elementos foram entrando na obra”, conta Zerbini que relaciona, ainda, os trabalhos feitos com slides à sobreposição de cores e transparência da aquarela.

Além da tecnologia, a exposição também aponta para a questão da ecologia, trazendo elementos da natureza e das comunidades ribeirinhas da Amazônia. A relação da obra do artista com a natureza é antiga. “Comecei meu trabalho ainda jovem, fazendo aquarelas de plantas, paisagens, enfim, da natureza. Sempre gostei de pintar plantas. Fiz viagens pelo Nordeste, Amazônia, Pantanal e sempre reparei na maneira como essas comunidades vivem conectadas com a natureza”, conta o artista.

Sobre o artista
Luiz Zerbini nasceu em São Paulo, em 1959, e iniciou sua atividade artística no final dos anos 1970. Sua obra transita entre a pintura, a escultura, a instalação, a fotografia, a produção de textos e vídeos. É um dos integrantes do Grupo Chelpa Ferro, que trabalha desde 1995 com sons e imagens por meio da realização de objetos, instalações, performances, shows e CDs.

Entre as exposições recentes, destacam-se: Nous Les Arbres, Fondation Cartier, Paris (2019); Intuitive Ratio, South London Gallery, Londres (2018); Dreaming Awake, House for Contemporary Culture, Maastricht (2018); Perhappiness, Sikkema Jenkins & Co, New York (2016); Natureza Espiritual da Realidade, Galpão Fortes Vilaça, São Paulo (2015); Pinturas, Casa Daros, Rio de Janeiro (2014); amor lugar comum, Centro de Arte Contemporânea Inhotim (2013); Papagaio do Futuro, Max Wigram Gallery, Londres, Reino Unido (2013); Amor, MAM - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, (2012); dentre outras.

Sobre o Oi Futuro
O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos o potencial dos indivíduos e das redes para a construção de um presente com mais inclusão e diversidade.

Na Cultura, o instituto mantém o Centro Cultural Oi Futuro, no Rio, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia. O prédio centenário também abriga o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, com um acervo de mais de 130 mil itens, que usa interatividade e ambientes imersivos para conta a história do desenvolvimento tecnológico das comunicações a partir da ótica das relações humanas. O Oi Futuro gerencia há 16 anos o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores. O instituto também criou e mantém o LabSonica, laboratório de experimentação sonora e musical, sediado no Lab Oi Futuro, o Oi Kabum! Lab, que promove a formação de jovens de periferia no campo da arte e tecnologia e a curadoria de projetos de intervenção artística urbana, e o Programa Pontes, que apoia festivais artísticos de todo o país, em parceria com o British Council.