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 Pela primeira vez na América Latina a videoarte eslovaca será apresentada na mostra “Diorama” que inaugura dia 3 e vai até 24 de fevereiro

 Em exposição 20 dos mais representativos artistas daquele país como Mira Gáberová, Matej Gavula, Milan Tittel, Lucia Nimcová e Karol Pichler

 Curadoria de Lýdia Pribisová e cenografia do artista plástico Karol Pichler

Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 2011 – O Oi Futuro, com apoio do Ministério da Cultura da República Eslovaca, apresenta a mostra de arte eslovaca DIORAMA. A exposição inédita na América Latina oferece um panorama da cena atual da videoarte e também um olhar crítico de seus primórdios e do passado recente. Estão representadas obras chaves dos mais importantes artistas, assim como as temáticas mais freqüentes e dominantes de cada período.

Para a contextualização histórica a mostra resgata acontecimentos sociais e políticos. A pré-história da videoarte na Eslováquia, ou arte das novas mídias, se deu nos anos 60 quando se apresentava na forma de vídeos experimentais ou instalações com dia-projeção. A evolução desta arte foi interrompida em agosto de 1968 com o Pacto de Varsóvia na antiga Checoslováquia, foi o início da censura e da repressão contra as expressões artísticas livres. Durante os anos da ditadura, a experimentação com vídeo nasceu acidentalmente, sobretudo fora da cena artística oficial. Nos anos 90, a temática que dominou a videoarte eslovaca foi a temática corporalidade, do corpo e da percepção física, assim como a reflexão da sexualidade, sua identidade e a problemática do gênero. Na virada do milênio, o interesse dos artistas se volta para conteúdos mais sociais e políticos, abordando mecanismos de poder das instituições e das medias e da manipulação destas. “Os artistas começam a ocupar-se do contraditório, do fenômeno público versus o privado e reagir sob o conjunto das atividades artísticas contemporâneas.”, diz a curadora Lýdia Pribissová.

O visitante da Diorama também vai encontrar a vídeoinstalação interativa de Karol Pichler. Um Karaokê que integra o ambiente da exposição com a cafeteria do espaço cultural, por meio da projeção de imagens e sons. A obra de Pichler é um vídeo eslovaco, mas também carioca. Karol mora há quatro anos no Rio e é um carioca de coração. As imagens usadas para ilustrar o Karaokê valorizam sempre uma paisagem exótica, quase paradisíaca que o artista encontrou no Rio. A obra concentra-se sobre um trabalho com a linguagem, no qual propõe a reflexão do uso contemporâneo e à manipulação da língua. O projeto trata da substituição das formas comuns de comunicação, aborda a problemática do público e do privado, e da linguagem do Karaokê. O texto da canção é uma surpresa que se revela apenas no final, depois de ser cantado até o fim. Na obra de Karol Pichler a cidade maravilhosa se integra a história das artes plásticas da Eslováquia.

Sobre o Oi Futuro

O Oi Futuro tem a missão de democratizar o acesso ao conhecimento para acelerar e promover o desenvolvimento humano. O principal foco das ações do instituto